Terra do nada pode

Por: Estanislau Emílio Bresolin | Data: 19/02/2015 19:57:00

Florianópolis é destaque recorrente em reportagens nacionais, internacionais e inclusive em publicações do Ministério do Turismo, por suas belezas naturais e, mais recentemente, pelo pioneirismo na criação dos beach clubs, ambientes exclusivos, com público selecionado, repletos de celebridades, responsáveis pela inclusão da capital catarinense na lista dos 10 destinos mais requisitados pelos estrangeiros no país. Após oito anos, estes equipamentos turísticos, especialmente os de Jurerê Internacional, são os alvos únicos da investigação do Ministério Público Federal na operação Moeda Verde. Iniciativa na mais flagrante contramão das tendências do turismo contemporâneo e daquilo que esperam nossos visitantes. Florianópolis tornou-se a ‘terra do nada pode’, onde enfrentamos uma imensa barreira de antagonismos originados em radicais de movimentos ambientalistas, quanto de saudosistas em geral, defensores do modus vivendis da época em que a cidade chamava-se Desterro. Não concebo nem admito o motivo de tanta perseguição, pois o turismo vem sofrendo lamentáveis prejuízos com tais ações que, como que por encanto, são deflagradas sempre às vésperas da alta temporada. Perdemos investimentos turísticos justamente por estas atitudes de representantes públicos, ao andar no contra fluxo do desenvolvimento econômico sustentável. Nossas ideias são inovadoras, contemplam a comunidade, geram emprego e renda e concorrem para tornar Florianópolis uma referência bem maior do que já é. Enfim, temos todos os requisitos para incrementar o setor, mas temos que abandonar, com urgência, a reputação de ‘nada pode’. Paralelo a esta polêmica, o fechamento da ala sul do Mercado Público da Capital e os constantes atrasos nas obras de reforma são também situações que impactam diretamente na imagem da cidade e no setor de bares e restaurantes, pois o local é a principal atração do centro e um dos grandes cartões-postais de Florianópolis. Antes da reforma a ala sul tinha desde referências internacionais em gastronomia até as típicas peixarias e espaços de produtos artesanais. No verão e nos fins de semana estava sempre lotada, com uma atmosfera inigualável. Esta parte do Mercado se tornou famosa mundialmente pelos bares e restaurantes e é absolutamente necessário restabelecer estes empreendimentos o mais rapidamente possível, pois são âncoras e ícones do nosso turismo. Prosseguiremos resistindo na defesa dos interesses da cidade.

 

• Estanislau Bresolin é empresário do setor de turismo, atua também em entidades estaduais e nacionais – é presidente da Federação dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de SC (Fhoresc), vice-presidente da Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo (Abresi), e 2º vice-presidente da Confederação Nacional do Turismo (CNTur), além de ser Conselheiro Titular do Conselho Nacional de Turismo, órgão do Ministério do Turismo

Deixe seu comentário

Comentários