Turismo de Eventos em pauta

Por: Humberto Freccia Netto | Data: 30/08/2019 09:41:00

Humberto Freccia Netto. (Divulgação)

 

A capital catarinense vive um momento singular quando o assunto é turismo de eventos. Estamos colhendo frutos de um trabalho intenso de muitos anos, que é posicionar a cidade como destino para realização de congressos, seminários e negócios. Do início de 2018 até agora, conseguimos apoiar a captação de 39 eventos. Florianópolis ocupa a quinta posição no Brasil no Ranking ICCA, que classifica as cidades que mais recebem eventos internacionais. Porém, com o desaquecimento da economia nos últimos anos, percebemos um encolhimento no tamanho dos eventos em número de participantes, com média entre 1.500 e 2.000 pessoas. 

A boa notícia é que o próximo triênio - 2020/2022 - sinaliza um reaquecimento deste mercado. Já temos eventos de grande porte confirmados para os próximos anos, superando os 4 mil participantes. O otimismo do mercado é reflexo de uma melhora gradual da economia, mas também é o resultado de um esforço conjunto da iniciativa privada e do poder público em trabalhar o destino Florianópolis para este promissor segmento. Hoje, quando defendemos a cidade perante outros destinos concorrentes, fica evidente que ganhamos em quesitos como segurança pública e infraestrutura de qualidade. Temos baixíssimos índices de violência, rede hoteleira e outros fornecedores de qualidade. Para completar, a capital ganhará nos próximos dias o novo terminal do aeroporto internacional, que vai nos colocar em um padrão digno para bem receber os turistas. E não podemos deixar de destacar o título de Cidade Unesco da Gastronomia, que evidencia a qualidade da culinária local. 

Outro diferencial que vem chamando a atenção é o ecossistema de inovação, o que reforça mais uma vez que turismo e tecnologia se complementam, gerando mútua riqueza e movimentando a economia local. 

Claro que ainda temos desafios. Um deles que demanda uma atenção especial é a expansão da oferta da malha aérea. O Convention tem feito um trabalho intenso de captação de destinos. O exemplo da Argentina nos mostra que não é viável depender de um único país emissor e precisamos aumentar a oferta de voos entre Florianópolis de demais destinos da América do Sul, como Peru, Colômbia, Uruguai e Chile. Hoje, temos voos diretos apenas de Buenos Aires e Santiago, sendo este último somente durante a temporada de verão. Não adianta fazer um trabalho de captação de eventos, mostrar todo o nosso potencial para receber um grande congresso internacional e não conseguir trazer esse participante do evento dentro de um tempo razoável de voo. Se ele perder muitas horas entre voos e conexões, desiste ou chega com uma má experiência. Por isso, o Convention já está capitaneando algumas ações também neste sentido. 

 

* Humberto Freccia Netto é presidente do Floripa Convention & Visitors Bureau

 

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