Garopaba, cenário de filmes, esportes da natureza e muito mais

Por: Redação | Data: 03/11/2020 09:30:00

 

Com 49 diferentes atrativos catalogados pela secretaria de turismo, o Viajar é Vida destaca alguns e apresenta o que fazer em Garopaba. A cidade do Sul de Santa Catarina está distante 100 quilômetros de Florianópolis. O nome tem origem indígena e significa “enseada de barcos” ou “lugar de barcos” e a ligação com o mar e o com o sol é forte e atrai muitos viajantes. É no verão que a cidade com 23 mil habitantes chega a receber  150 mil visitantes na temporada de calor. Mas não é apenas no verão que o município catarinense pode ser visitado. Vamos à lista do que fazer em Garopaba?

 
A trilha entre a Praia do Ouvidor e a Praia Vermelha tem cerca de 2 quilômetros de extensão. Durante a caminhada até a Praia Vermelha podem ser visitados um rancho de pesca centenário e uma praia onde se chega somente a pé e fazer divisa com o município de Imbituba.
 

Outra trilha com tempo médio de 5 horas de duração é a do Travessão. Nela se faz uma imersão em meio à Mata Atlântica com a possiblidade de observar diversas nascentes, além da privilegiada vista de Garopaba do alto. É uma trilha de nível moderado alto e a orientação da secretaria de turismo é contratar um condutor ambiental ou guia de turismo credenciado.

A trilha Morrinhos-Morro do Macuco é mais leve. Tem 2 quilômetros de extensão e faz um percurso curto entre as dunas até chegar à comunidade das Areias do Macacu. O trecho possui um visual incrível das praias, costões com mirantes naturais, restinga e dunas.

Já a trilha do Casqueiro é de nível alto com percurso bem difícil. Situada inteiramente dentro da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, esta trilha interliga a Praia da Vigia à Praia do Silveira. Em seu percurso há oficinas líticas, observatório solar, Mata Atlântica, piscinas naturais, inscrições rupestres e o Guardião do Sol (Pedra da Esfinge). São cerca de 4 quilômetros e 4 horas só de ida!

Em todas estas trilhas da lista sobre o que fazer em Garopaba é necessário usar calçado fechado e com solado antiderrapante já que os costões costumam ter rochas escorregadias, roupa confortável, proteção solar, repelente, água e lanche. E fazer um bom alongamento do corpo antes da aventura.

Quem curte tradição, história (e estórias), além de um produto bem regional encontra no Engenho e Alambique Vô Zeca produtos como farinha de mandioca, açúcar mascavo, melado de cana e cachaça feitos de maneira totalmente artesanal já há 4 gerações pela família do Seu José Constâncio de Souza, o Vô Zeca. Se der a sorte de encontrar ele por lá, vai parar para muita conversa e causos de quem dedicou uma vida no engenho e alambique. Além do Vô Zeca, o filho dele, o Biluca, também está à frente do negócio em Santa Catarina. Como é feito de maneira artesanal, nem sempre há todos os tipos de produtos por isso cada visita é única. E precisa ser agendada com antecedência.

Na mesma linha da cultura e tradição está a produção de cestos e balaios. Eles são utilizados como utensílios para armazenamento de pescados e produtos da roça e fazem parte da memória coletiva dos moradores da Garopaba. Quando não havia caixas plásticas, era com cestas de vime e bambus que os locais guardavam suas coisas. Hoje são elementos principalmente de decoração e podem ser encontrados em lojas de artesanato do Centro Histórico.

O centro histórico é uma ótima pedida na lista sobre o que fazer em Garopaba. A região foi onde os primeiros imigrantes de origem açoriana chegaram. Circular por aqui é sentir um pouco do que foi a cidade em tempos passados. E entender, por exemplo, a relação com a pesca e com a captura de baleias. Até hoje os vestígios apontam elementos de uma tradição que já ficou no passado. Hoje, as baleias que agora visitam a região são apenas observadas de longe.

Atualmente o Centro Histórico de Garopaba vem se tornando um centro cultural onde estão galerias de arte, lojas de artesanato, apresentações e  eventos culturais como o Pintura ao Ar Livre que já reuniu artistas nacionais e internacionais. A revitalização e transformação deste espaço  foi uma iniciativa da Associação de Moradores do Centro Histórico e moradores locais.

Garopaba tem 8 praias e certamente é um destino também de sol e mar. A Praia da Ferrugem é a mais famosa da cidade principalmente pela presença de muitos veranistas nos meses de calor. Ela mantém sua característica de orla coberta pela vegetação de restinga e águas claras, porém com ondas. Por isso também é fácil observar a presença de surfistas principalmente no canto norte. No canto sul há um sambaqui (depósito de conchas e vestígios de povos originários milenares) e um rancho de pesca artesanal e piscinas naturais. É preciso caminhar pelo caminho demarcado para não danificar os vestígios históricos. Entre a Ferrugem e a Praia da Barra existe uma lagoa, ponto bem divulgado como um dos melhores pores-do-sol da cidade.

E já que citamos a Praia da Barra, ela fica cerca de 9 quilômetros de distância do Centro, e é mais tranquila e reservada que sua vizinha. No lado norte fica o Morro do Índio que acredita-se ter mais de 5 mil anos de história (os vestígios locais deixam isso claro). Já no outro canto, fica o acesso à trilha da Caranha cujo percurso leva até a Praia do Ouvidor.

Praias como a Ferrugem está entre as atividades previstas para GaropabaFoto: divulgação

Igreja centenária tem missas até hoje

A igreja São Joaquim de Garopaba, localizada no Centro Histórico  é um exemplar da arquitetura religiosa no litoral brasileiro a partir da ocupação portuguesa. É uma das diversas construções inspiradas na Igreja de Nossa Senhora da Graça em Olinda, com volume compacto, frontão singelo e paredes lisas. Apesar de ter sido construída no século 18 teve pouca ou nenhuma influência barroca. Foi tombada como patrimônio estadual em 1998 pela Fundação Catarinense de Cultura. Ainda hoje funciona com horários de missa.

Construções antigas são mantidas até hoje na cidade litorâneaFoto: divulgação

 

 

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