Átilo Medeiros fala de sua trajetória

Por: Redação |

Átilo José Flores de Medeiros, 57,  está se despendindo do serviço público, ao qual dedicou 34 anos, 28 dos quais como sevidor da SANTUR.  Natural de Porto Alegre-RS e Bacharel em Direito, Átilo é fugura carimbada e reconhecida no setor turístico nacional e internacional. Nesta entrevista exclusiva para a Trade Tur, Átilo conta um pouco da sua trajetória, deixando no ar a idéia de que continuará no setor. A Trade Tur aproveita a oportunidade para cumprimentar o Átilo pelos serviços relevantes prestados à Santa e Bela Catarina, hoje o melhor destino turístico do Brasil, muito por seu trabalho e dedicação.

Ao longo desses anos todos, você foi o "embaixador" de Santa Catarina nas feiras e eventos profissionais do turismo nacional e internacional. Sua rede de relacionamentos abriu portas para destinos, produtos turísticos e negócios junto ao trade. Você sente o reconhecimento do setor? 

Átilo - Primeiro vamos fazer uma retrospectiva dos trinta e um anos de SANTUR. Na realidade fiquei dez anos, de 1987 a 2007, fora da empresa. Nos últimos dezessete anos, trabalhei diretamente com o trade, sendo dez anos exercendo minhas funções junto ao convênio da EMBRATUR, posteriormente MTur, e os últimos sete anos diretamente na área de Marketing da SANTUR. Sempre tive o apoio do setor para todas as ações que foram feitas durante estes anos, tanto nas ações federais quanto nas do Estado. Não existiria esse apoio se não houvesse credibilidade pelo profissional que sou.  

Você poderia citar algumas ações da Santur, com sua participação e que foram marcantes, trouxeram resultados para o Estado? 

Átilo - Durante o tempo que estive à frente das ações do convenio Estado/EBT e MTur, implantamos o Cadastro Nacional de Empresas de Turismo. Durante a criação do Ministério do Turismo (2003) e conseqüentemente a formação das políticas públicas nacionais, Santa Catarina serviu como laboratório para a implantação de diversos programas na área de qualificação de Empresas, onde trabalhamos junto com SENAC, PROCON e SEBRAE. Recebemos aqui vários eventos internacionais, como WTTC. Colaboramos também na elaboração do Plano de Marketing do Estado (Plano Catarina). A própria participação em feiras nacionais e internacionais, fundamental para a ampliação do número de turístas teve nosso empenho.

A partir da sua longa e intensa vivência no meio, que avaliação você faz da promoção e da divulgação turística de Santa Catarina no mercado nacional e internacional? 

Átilo - A SANTUR tem no comando um Técnico reconhecido nacionalmente, Valdir Walendowsky. Estamos entre os três Estados que mais recebem turistas no Brasil, além de São Paulo e Rio de Janeiro. Entendo que a formula está certa. Claro, sempre há a necessidade de algumas adequações. Hoje, tudo muda muito rápido e, como órgão publico, a SANTUR tem algumas dificuldades e entraves burocráticos. Mas, hoje é muito difícil você ir a algum lugar neste pais e encontrar alguém que não conhece ou nunca ouviu falar em Florianópolis, Balneário Camboriu, Blumenau, Joinville, Oktoberfest ou Beto Carrero. É muito gratificante você estar numa feira no exterior e ouvir um estrangeiro dizer  “Santa e Bela Catarrrrrrina””””(sic) como um cumprimento a você.

Os políticos já estão entendendo melhor a importância da atividade turística para Santa Catarina?

Átilo - Turismo não é uma “ação imediata” para a comunidade, não é como a criação de uma praça, hospital ou escola. A importância da atividade eles sempre entenderam, acho que hoje eles nos olham com outros olhos, pois estão vendo que nós sabemos trabalhar sério e não viajar a turismo! Mas, sempre seremos segundo plano em relação a orçamento e não poderia ser diferente neste país.

Santa Catarina possui uma Secretaria de Estado do Turismo e um órgão de promoção que é a Santur. Estamos bem servidos? Faça uma breve avaliação?
 
Átilo - Estamos como é o modelo federal! A SOL com as políticas públicas e a SANTUR com o fomento. Uma arruma a casa e a outra convida para visitar. É uma boa parceria.

6- Qual seria a Santur dos seus sonhos? 

Átilo - Com muitos técnicos e um grande orçamento. Se hoje somos o que somos com poucos técnicos, imagina onde estaríamos com uma equipe interdisciplinar sem nos preocuparmos com dinheiro.

Quais seus objetivos daqui para frente? Continuas no meio? 

Átilo - Estou saindo da SANTUR, com um PDVI, não estou me aposentando. Entendo que minha trajetória como funcionário publico encerra aqui, vamos dar espaço para novas cabeças, mas, com a sensação do dever mais que cumprido. Claro que vocês ainda ouvirão falar muito de mim, mas primeiro, quero tirar férias para organizar o novo ciclo!