Vinícius Lummertz fala sobre as expectativas para 2017

Por: Redação | Data: 13/12/2016 15:23:00

Presidente da Embratur fala sobre as expectativas para 2017 e o fortalecimento do turismo brasileiro no setor público

Desde que reassumiu a função que ocupou de junho de 2015 a março deste ano, o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, encarou o maior evento esportivo do planeta: a Olimpíada e Paralimpíada. Após o sucesso no Rio de Janeiro e o show que o Brasil deu como anfitrião dos Jogos, o catarinense está atento às expectativas do turismo para o próximo ano e à necessidade de fortalecer o setor na esfera pública. Em entrevista, Lummertz aborda as principais ações para elevar a Embratur na competição internacional, além das possíveis parcerias com países vizinhos, entre outros temas que englobam o desenvolvimento do Instituto, prestes a completar 50 anos.

Desde julho quando assumiu a posse do Instituto, quais são suas ações à frente da Embratur?

Seguimos, atualmente, as diretrizes do Plano Nacional de Turismo (PNT) e o foco atual está na busca por mais investimentos privados nacionais e internacionais em PPPs e concessões, na mesma linha dos projetos que o governo pretende seguir de agora em diante. Os esforços da Embratur estão também em destravar obstáculos na criação de marinas e portos turísticos, em dar maior atenção aos parques naturais e ao desenvolvimento de parques temáticos, resorts, cruzeiros; também a liberação de jogos de azar, além da flexibilidade de investimentos nas cidades históricas. Todas essas medidas vão transformar oportunidades e potenciais nacionais em efetivos atrativos turísticos e permanentes principais destinos para turistas estrangeiros.

Como você avalia o Turismo Brasileiro como um todo? 

O turismo brasileiro é o único segmento que pode repetir o impulso que a agricultura e o agrobusinesspropiciaram à economia brasileira. Somos o país com o maior potencial de belezas naturais do mundo e, após o ciclo de megaeventos no País, o Brasil aproveita a boa visibilidade no exterior para impulsionar o setor. Porém, a alta carga tributária na importação de equipamentos e a legislação vigente são alguns entraves para que o turismo auxilie da melhor forma o desenvolvimento do País de forma sustentável e responsável. O turismo quer e pode fazer muito mais pelo Brasil.

Quais são os resultados para o Turismo pós Rio 2016?

Nos beneficiamos com uma ampla exposição de imagem no exterior e da capacidade brasileira de organização. Cinco bilhões de pessoas ao redor do mundo estavam com os olhos voltados para o Brasil durante a Olimpíada e a Paralimpíada e, tanto o governo quanto a Embratur estão conscientes do potencial para atrair mais investimentos para o setor. Aproveitamos o momento para debatermos como vamos contornar a complexidade de desenvolver negócios no Brasil para avançar no turismo. Além disso, abrimos a discussão para a questão da acessibilidade e para uma política permanente de isenção de visto para alguns países. De acordo com pesquisa do Ministério do Turismo, mais de 87% dos estrangeiros que estiveram aqui durante a Olimpíada pretendem voltar ao País.

Quais são os ganhos do Brasil na parceria com países do Mercosul? 

Dos maiores emissores de turistas estrangeiros para o Brasil, Argentina – que ocupa a primeira posição – Paraguai e Uruguai fazem parte da lista. O que queremos é intensificar ações e parcerias com esses países, tanto para o fluxo de turistas na América do Sul quanto para a chegada de estrangeiros de todo o mundo. Com a parceria, podemos também diminuir o atendimento na alfândega para os turistas argentinos, uruguaios e paraguaios que procuram o litoral brasileiro e chegam ao País por meio terrestre, entre outras medidas.

Quais as expectativas para o turismo brasileiro em 2017? 

Esperamos que seja gerado um ambiente de desenvolvimento do turismo capaz de trazer mais estrangeiros para o Brasil e, principalmente, gerar mais empregos e renda do País. Para isso, precisamos de uma Embratur forte na disputa da competição internacional e mais investimentos para a promoção turística no exterior. O maior empecilho ainda é a falta de consenso sobre a força do turismo na esfera pública, nas normas, legislações, programas e ações conflitantes em todos os níveis, que não enxergam o turismo como aliado. Esperamos que, para o próximo ano a Embratur esteja forte e pronta para honrar sua tradição de 50 anos.