Desemprego sobre e atinge 13,4 milhões de pessoas

Por: Redação | Data: 30/04/2019 12:19:00

Taxa de desemprego vai a 12,7% no primeiro trimestre de 2019

 

 

No primeiro trimestre deste ano, nenhum setor da economia brasileira contratou, de acordo com a pesquisa Pnad Contínua do IBGE. A falta de disposição do empresariado para abrir vagas elevou o número de desempregados para 13,4 milhões e fez a taxa de desemprego subir a 12,7%.

A renda do trabalhador também não apresentou melhora: o único grupo cuja renda teve alta nesse começo de ano foi o de trabalhadores domésticos, em razão do reajuste do salário mínimo, aplicado em janeiro.

Os 13,4 milhões de desempregados são o maior número desde o primeiro trimestre do ano passado (13,6 milhões). Em relação aos últimos três meses de 2018, houve acréscimo de 1,2 milhão de pessoas a esse grupo, alta de 10,2%.

A taxa de desemprego é igualmente a maior desde os três primeiros meses de 2018, quando ficou em 13,1%. No último trimestre do ano passado, a taxa havia ficado em 11,6%.

— Sempre na passagem do 4º trimestre para o 1º trimestre há dispensa de trabalhadores temporários contratados no fim de ano. Essa redução aconteceu este ano também. Mas ela poderia ter sido menor por conta do processo de melhora do mercado de trabalho em 2018, quando muitas pessoas conseguiram uma ocupação na informalidade. Estamos com um começo de 2019 muito parecido com o de 2018 em termos de volume de desempregados — explicou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Fonte: IBGE

 

Santa Catarina acompanha tendência nacional

Santa Catarina abriu 43,3 mil postos de trabalho neste primeiro trimestre e ficou com a segunda posição no ranking nacional neste período, atrás apenas de São Paulo. Em março, SC acompanhou a tendência nacional e fechou postos formais de trabalho conforme aponta o relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pela Secretaria de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. A retração de 0,15% no mês, com o fechamento de 2.976 postos, foi menor que a média nacional, de 0,61%.

O setor de serviços, que também vinha contratando, voltou a demitir, ainda que na comparação de 12 meses siga como o que mais gerou novos postos. O comércio também está demitindo, tanto no mês como no ano, mas se mantém como o segundo na geração de empregos nos últimos 12 meses.

Hotéis e restaurantes estão entre os setores que mais demitiram, efeito da sazonalidade

O economista Paulo Zoldan, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), explica que o fim da temporada de turismo de verão e da colheita agrícola no Estado teve grande impacto no mercado de trabalho. Os subsetores que mais demitiram foram, respectivamente, os hotéis e restaurantes, a agropecuária, o comércio varejista e as imobiliárias.

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