Facebook aponta tendências do consumidor no pós-pandemia

Por: Redação | Data: 19/05/2021 13:40:00

Após mais de um ano de pandemia, os brasileiros seguem preocupados, mas estão cansados do tema. A conclusão é de uma pesquisa realizada pelo Facebook, levantando os impactos no comportamento e as expectativas dos usuários brasileiros da plataforma sobre pandemia. De acordo com o relatório, 88% dos pesquisados seguem preocupados com a covid-19 e 73% acompanham de perto as notícias e informações sobre o assunto.

O sentimento de preocupação, segundo aponta o relatório, vai além da contaminação com o vírus e diz respeito à situação financeira dos pesquisados. Mais da metade dos participantes (55%) declararam que estão economizando o quanto podem pois acreditam que sua situação financeira ficará pior após a pandemia. Outros 49% têm medo de perder seu emprego por conta da covid-19 e um terço dos respondentes (33%) relatam que tiveram prejuízo econômico desde a decretação de pandemia.


Incerteza, falta de esperança e estresse mental também estão na lista de reflexos desses tempos. A queda no sentimento de esperança é sentida por 38% dos brasileiros. Cerca de 45% disseram que sentem incerteza no momento, 40% denunciam ansiedade, e 36% confessam sentir cansaço e estresse mental - entre as pessoas com idade entre 16 e 24 anos esse índice sobre para 45%.

CONSUMO DE INFORMAÇÕES
O consumo de mídia e informações, sobretudo via celular e televisão, também está na lista de desdobramentos apontados pelo estudo. Os canais de televisão aberta e os apps do Facebook (Facebook e Instagram, além do WhatsApp) foram apontados pelos respondentes como principais meios para consumir notícias.

Os canais de televisão aberta são acessados por 67% dos respondentes e os apps do Facebook por 66%. Cerca de 52% preferem se informar por sites e portais na internet e 30% acessam aos canas de televisão à cabo.

O WhatsApp também foi apontado como uma fonte de notícias importante e lidera nesse quesito na análise feita ao longo dos dias.

HÁBITOS DE CONSUMO
Em virtude do momento, os pesquisados revelaram também que mudaram seu jeito de consumir, atribuindo maior valor a itens essenciais. A pesquisa aponta que os respondentes aumentaram seus gastos com: produtos de higiene pessoal (22%), alimentos frescos/perecíveis (21%), crédito pessoal (19%), produtos de limpeza para a casa (18%) e carnes (17%).

Na lista dos essenciais, a internet também garantiu sua vaga. Entre os pesquisados, 55% afirmam que pretendem investir na internet residencial, melhorando qualidade e velocidade, até o fim da pandemia. E para 61% o gasto com internet (móvel ou fixa) já aumentou desde março do anos passado.

A lógica reversa também vale, segundo o estudo. Os produtos não essenciais tendem a ser menos incluídos na lista de compras do mês. Mais de 30% vão diminuir os gastos com roupas e acessórios, calçados, móveis e itens para a casa.

Lazer e entretenimento também perderam espaço no orçamento. Mais de 40% dos pesquisados afirmaram que provavelmente não comprarão viagens, 38% diminuiu os gastos com destilados e 37% com cervejas.

Outro fator de crescimento está nas compras on-line, 61% disseram que darão preferência a essa modalidade de aquisições e 59% usam o celular para fazer compras.

TENDÊNCIAS
O Facebook também perguntou aos participantes o que eles esperam das marcas. Nessa pergunta, 80% disseram que esperam atuação social e 63% afirmaram que vão dar preferência a empresas com atuação ambiental comprovada.

Os pesquisados também montaram um ranking com as dez marcas que se destacaram positivamente ao longo do último ano. O top cinco teve as seguintes empresas: Magazine Luiza, Natura, Itaú, Ambev e Rede Globo.

Outra tendência apontada é a apoio aos pequenos negócios. Mais de 80% dos respondentes esperam que as empresas devem apoiar pequenos negócios com melhores condições comerciais, suporte para e-commerce etc.

AMOSTRA
A pesquisa foi realizada pela divisão de Insights do Facebook e teve as mulheres como maiores participantes, 52%. A classe C foi a mais ouvida (49%) e a região sudeste foi quem mais participou (43%).

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